Nos dias de hoje mergulhamos em um tsunami de informações, e isso não é novidade. Grande parte das vezes, os processos burocráticos que enfrentamos são os principais responsáveis por isso, a Folha de Pagamento é mais um desses casos.

No começo de cada mês é comum ver muitos gestores desesperados e nos nervos para fazer o fechamento da folha. Com um grande número de impostos e contratações ou demissões inesperadas é necessária uma gestão realmente efetiva, para que não aconteça situações de  quebra de caixa ou quem sabe ainda processos trabalhistas.

A Folha de Pagamento é uma parte essencial para a gestão financeira de sua empresa, mas calcular ela não é uma tarefa fácil, por isso, leia este artigo até o fim e aprenda tudo o que você precisa saber sobre esse assunto.

folha de pagamento

O que é Folha de Pagamento?

De uma forma resumida, a folha de pagamento é a maneira com que a empresa calcula e entrega os valores que cada empregado, colaborador e prestador de serviço deverá receber. Conhecida por holerite, ela pode ser vista também como um histórico do funcionário, pois além dos bônus e descontos, nela possui também o nome, cargo, dias que ele faltou, horas extras, além de algumas outras informações.

De acordo com o art. 225 do Decreto nº 3.048/99 as empresas são obrigadas a elaborar a folha de pagamento mensalmente, devendo ser guardada uma via para cada uma das partes.

A folha de pagamento retrata todas as atividades exercidas pelo funcionário, por isso ela pode ser utilizada em algumas situações, como um financiamento de um automóvel, por exemplo. Sendo inclusive, comprobatória para a aposentadoria.

Como fazer a folha de pagamento?

Para elaborar a folha não existe um modelo fixo, cada empresa faz uma de acordo com as suas necessidades, mas embora não tenha um modelo pronto, elas acabam sendo feitas de forma parecida, afinal as exigências de lei são as mesmas.

Elas devem ser baseadas nessas informações, lembrando que há variações de empresa para empresa:

  • o nome do segurado: empregado, trabalhador avulso, autônomo e equiparado, empresário e demais pessoas físicas sem vínculo empregatício;
  • cargo, função ou serviços prestados;
  • parcelas integrantes da remuneração;
  • parcelas não integrantes da remuneração (diárias, ajuda de custo, etc.);
  • descontos efetuados;
  • resultado líquido a ser pago.

Para composição dos salários líquidos, que deverão estar na conta dos trabalhadores no dia acordado, os valores da folha de pagamento são divididos em duas partes: Proventos e Descontos.

Proventos

Salário: é a contraprestação paga ao empregado em troca do trabalho exercido. Pode ser pago mensal, quinzenal, semanal ou diariamente, porém, sempre respeitando o salário mínimo estipulado por lei. As comissões, gorjetas e gratificações devem ser integradas ao salário.

Remuneração variável: geralmente, é ligada ao desempenho profissional individual do empregado, de uma equipe de empregados ou da empresa em total. A medição do desempenho pode ser feita com ajuda de indicadores de performance (KPI) e outros meios da análise contábil.

Hora extra: fazem parte da gestão de ponto e correspondem às horas excedentes à jornada normal de trabalho, devendo ser pagas com fator de acréscimo.

Adicional de insalubridade: é relacionado às atividades que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. Há três graus de insalubridade: máximo, médio e mínimo, sendo que os trabalhadores têm assegurado o adicional de 40%, 20% e 10%, respectivamente.

A base de cálculo é o salário da categoria à qual o empregado pertence, e não sobre o salário mínimo. Além disso, é proibido o trabalho de menor de idade em serviços perigosos ou insalubres.

Adicional de periculosidade: para que seja concedido, são consideradas as atividades ou operações perigosas, apresentadas na regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. O contato, recorrente ou permanente, com agentes químicos, inflamáveis e explosivos é considerado perigoso, e o empregado recebe um adicional de 30% sobre o salário efetivo.

Se o empregado trabalhar em serviço insalubre e perigoso, deverá optar por um ou outro adicional. A caracterização desse tipo de trabalho será feita por meio de perícia a cargo de médico do trabalho ou engenheiro do trabalho, registrado no Ministério do Trabalho.

Adicional noturno: O adicional noturno é pago ao empregado que trabalha no período entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. A hora do trabalho noturno deve ser computada como de 52 minutos e 30 segundos, ou seja, o trabalho durante sete horas noturnas é equivalente a oito horas diurnas.

Descontos

INSS: o INSS incide sobre o total da remuneração do empregado, ou seja, salário mais as horas extras, adicional de insalubridade, periculosidade e noturno, 13º salário e outros valores admitidos em lei. Esse valor é descontado diretamente da folha de pagamento.

Caso o empregado ganhe mais do que o máximo (teto), deverá ser descontado o valor limite de acordo com a tabela vigente para o período. Clique aqui para saber quais as alíquotas válidas.

Contribuição sindical: os empregados podem optar pelo desconto de um dia do salário, por ano, na folha de pagamento a contribuição sindical. Caso o funcionário opte pelo desconto, fica à cargo da empresa realizar o desconto.

Adiantamentos: são permitidos adiantamentos de até 50% do salário. A maioria das empresas optantes pelo pagamento mensal fazem no 15º ou 20º dia de trabalho um adiantamento do salário a seus empregados.

Faltas e atrasos: as faltas não justificadas pelo empregado podem ser descontadas do salário. Vale lembrar que esses dias não são utilizados para a dedução da base de cálculo do INSS, IRRF e FGTS. O mesmo ocorre para as horas em que efetivamente o empregado não compareceu sem autorização.

Vale-transporte: é um benefício, entregue por força de lei, para custear as despesas com transporte do empregado. O empregador pode descontar no máximo 6% do salário-base, isso se o valor entregue for maior, caso contrário, deve descontar apenas o valor que será entregue.

IRRF: o Imposto de Renda Retido na Fonte é o desconto compulsório determinado pelo governo federal sobre o rendimento assalariado. Para conferir a dedução do salário para o ano de 2018, clique aqui.

FGTS:Sua empresa é obrigada a depositar o fundo de garantia por tempo de serviço até o dia 07 de cada mês. O valor é correspondente a 8% da remuneração e serve para amparar o trabalhador em caso de demissão, doenças ou até mesmo para investimentos em moradia. Lembrando que este valor é uma despesa obrigatória para empresa e não deve ser descontada do funcionário.

13º Salário: Como o nome já diz o 13º salário corresponde ao valor de um salário extra. Ele é pago em duas parcelas, a primeira sendo entre fevereiro e novembro e a segunda em dezembro, até o dia 20, próximo ao Natal.

Com o Sistema Albatroz você tem o calculo da sua folha de pagamento de forma ágil e prática, podendo fazer direto no sistema os descontos, seja nos impostos, faltas e até mesmo com o 13º salário. Não perca seu tempo e tenha já o controle total sobre as finanças de sua empresa, entre em contato com a gente e faça agora um orçamento Sem Compromisso .

telefone: (67) 3316-0200

WhatsApp: (67) 98119-0011

Email: [email protected]

Para mais informações sobre o Sistema Albatroz, Clique Aqui.

Fonte1, Fonte2.

Folha de Pagamento: Tudo que você precisa saber

Deixe uma resposta